Manifesto da coragem

Olá a todas! Espero que estejam bem, aí desse lado.

Já partilhei convosco anteriormente, o quanto considero… importante e necessário, enquanto Seres Humanos, termos a coragem necessária para confrontar e defrontar a nossa história, lutar por ela e partilhá-la com aqueles que ganham o direito e o privilégio de a conhecerem.

Mas é tão difícil fazê-lo!
Pois, ainda que saibamos que é possível fazer a mudança, que nos tornaremos melhores pessoas, que teremos uma maior sensação de pertença e reconhecimento de nós próprios, a verdade é que nem sempre temos a coragem de a fazer.

Acredito que todas nós, sem exceção, temos essa coragem dentro de nós, mas algumas vezes, resultado das crenças limitadoras que nos castram e bloqueiam o crescimento pessoal e emocional, tendemos a acreditar que nos falta essa coragem que tantas vezes reconhecemos ou julgamos nos outros.

Sabemos que, assumir as rédeas da nossa história, implica aceitar o desconforto da incerteza, do risco emocional e da exposição da nossa vulnerabilidade, sem garantias ou retornos valiosos.

Implica também sabermos que, muitas vezes, vamos entrar na arena e levar tareia, vamos cair, algumas vezes pensaremos que não conseguiremos voltar a erguer-nos. Mas, acredita, acredita mesmo, arranjaremos sempre forma de o fazer, mesmo quando nos parece impossível.

Vou aprendendo que merecemos ter a coragem de nos expormos, mesmo que isso implique fracasso, vergonha, dor e algumas vezes provavelmente desgosto. Permite-nos viver uma vida mais sincera.

O facto de nos estarmos a esconder num armário virtual, fingirmos ou protegermo-nos contra a vulnerabilidade, está a dar cabo de nós. Mata-nos o ânimo, esfumaça as nossas esperanças, ameaça o nosso potencial, a criatividade, o amor, a fé e a alegria. Em resumo tira-nos a vontade de ser e estar.

Eu estou farta, saturada, de ter medo!

Por tudo isto, partilho contigo o excerto do livro “A força da Coragem” da incontornável investigadora Brené Brown, na esperança de que este manifesto te possa servir, também a ti, de inspiração.

Convido-te a fazeres o teu próprio manifesto, quando achares que faz sentido para ti. ESTÁ TUDO BEM…não tenhas pressa!
Eu vou fazer o meu, oportunamente partilhá-lo-ei contigo.

MANIFESTO DOS CORAJOSOS E DESTROÇADOS

“Não existe maior ameaça para os críticos e cínicos e promotores do medo
Do que aqueles que estão dispostos a cair
Porque aprendem a levantar-se.

Com joelhos esfolados e corações magoados;
Optamos por assumir as nossas histórias de luta,
Em vez de nos escondermos, acotovelarmos, fingirmos.

Quando negamos as nossas histórias, elas definem-nos.
Quando fugimos da luta, nunca somos livres.
Pelo que nos voltamos para a verdade e olhamo-la nos olhos.

Não haveremos de ser personagens das nossas histórias.
Não seremos vilões, nem vítimas, nem sequer heróis.
Somos os autores das nossas vidas.
Escrevemos os nossos finais audaciosos.

Construímos amor a partir do desgosto,
Compaixão a partir da vergonha,
Bondade a partir da desilusão,
Coragem a partir do fracasso.

Expormo-nos é o nosso poder.
A história é o nosso caminho para casa.
A verdade é a nossa canção.
Somos os corajosos e os destroçados.
Estamos a recuperar a força.”

In, A força da Coragem, Brené Brown

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