Outra vez a vulnerabilidade!

“A vulnerabilidade soa a verdade e sente-se como coragem. Verdade e coragem não são sempre confortáveis, mas… elas nunca são fraqueza.” Brené Brown

A vulnerabilidade é o barómetro exato de coragem.
Há tanta coisa para falar sobre a vulnerabilidade, que felizmente tenho conteúdo para vários posts com interesse.
Para mim, este blog é o teste definitivo para a minha vulnerabilidade
.


Como imaginas, existe um longo e difícil caminho feito até aqui, para, finalmente, entrar nesta arena e, com toda a coragem, livrar-me das minhas armaduras e máscaras e, mais importante ainda, revelar-me ao mundo, sem vergonhas e embaraços de me assumir orgulhosamente Humana.


Percebi, ao longo deste caminho, que, por causa da vergonha ou dos embaraços, tenho feito um grande esforço para me manter fora do radar, para evitar aparecer e mostrar-me, para evitar que me vejam tal como sou.


A vergonha injustificada de assumirmos a nossa vulnerabilidade, tolhe-nos, impede-nos de viver a nossa verdade e de a divulgarmos ao mundo e, mais importante ainda, a nós próprias.
Percebi que, enquanto estou preocupada a tentar não mostrar ser vulnerável, estou a tornar-me ainda mais vulnerável à vulnerabilidade e a impedir-me de viver a vida com autenticidade e verdade e a esquecer-me que posso sempre escolher.

Quantas de nós, quando querem fazer ou dizer alguma coisa vulnerável, pensam:

“Meu Deus, vulnerabilidade é fraqueza- Não posso fazer ou dizer isto.”
Quantas de vocês, quando leem vulnerabilidade neste blog, pensam:

“Meu Deus, que coragem!”
Continua a ser muito difícil para mim mostrar-me vulnerável, mas o que tenho aprendido e sentido é que também me faz sentir muito mais conectada, com os outros, e, sobretudo com a minha vida.
Isso, não só me ajuda a viver de forma mais autêntica e despreocupada, mas também a lidar com a minha POC. Chamo-lhe liberdade ou alívio – não sei o que é – mas, definitivamente, é bom e vou continuar!


Cada vez que me permito e aceito ser vulnerável, reforço, para mim mesma, que não preciso de ser perfeita ou fingir que estou sempre bem , para chegar aos outros e para que me vejam.
Vulnerabilidade não é fraqueza, pensar isso é um mito extremamente perigoso que nos vai condicionando e fechando alguns caminhos rumo a uma autoconfiança que devemos a nós próprias.


Aceitarmos a nossa vulnerabilidade permite-nos ser mais verdadeiros connosco, sensatos e empáticos com os outros. Ser vista,apesar do desconforto que possamos sentir, é afirmativo e positivo para a nossa consciência e para a nossa autoaceitação.

Arrisco, afirmando que sentires-te vulnerável vai acrescentar-te caráter no exato sentido que ficas menos dependente da influência, nem sempre positiva, de terceiros.

Assumes-te e assumes o comando da tua vontade.
Quando consigo baixar a guarda da minha vulnerabilidade, ouso muito mais e, pasmem-se, sou muito mais criativa – talvez porque me assumi e assim, fico com menos receio do julgamento dos outros.

Arrisco até a dizer que a vulnerabilidade é a porta de entrada para a criação.
Criar é fazer algo pela primeira vez, é arriscar fazer algo que nunca fizemos, logo, invariavelmente, isso implica, incerteza, risco emocional e exposição.
Já pensaram na quantidade de coisas que estamos a perder nas nossas vidas ao tentarmos não ser vulneráveis?

A vulnerabilidade não é uma escolha!
Ela faz parte intrínseca das nossas vidas, é um atributo de sermos humanos.

Neste contexto, o que nos distingue uns dos outros é: uns aceitam-na e vivem mais felizes, apesar do desconforto, outros sentem desconforto ao negá-la e, por isso, não se permitem viver de forma verdadeiramente autêntica.


De qualquer modo, ESTÁ TUDO BEM…

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