Vulnerabilidade: coragem ou fraqueza?

“Assumir a nossa história pode ser difícil, mas não tão difícil como passarmos as nossas vidas a… fugir dela. Abraçar a nossa vulnerabilidade é arriscado, mas não tão perigoso quanto desistir do amor, do pertencimento e da Alegria.” Brené Brown

Estar vulnerável é algo de que me protegi. Mas, felizmente, a vida é feita de aprendizagens, e, cabe a cada um de nós, aprender, pôr em prática e decidir se quer, ou não, incorporar essas novas aprendizagens na sua vida. Quanto à vulnerabilidade eu decidi. Definitivamente, sim!

Eu quero fazer as pazes com a minha vulnerabilidade.

Frases como, “O mundo é dos fortes.”, “Dos fracos não reza a história.”, são-nos familiares desde tenra idade e vão deixando, em nós enraizada, a crença que ser-se “fraco” é quase punido por lei.

Afinal, o que é ser-se fraco?

Socialmente, fraqueza e vulnerabilidade são dois sinônimos que andam de mãos dadas.

Quando falamos de vulnerabilidade, associamos quase sempre a fraqueza, falta de coragem e incerteza.

Não nos mostramos verdadeiramente aos outros, não queremos ser os primeiros a dizer “Amo-te”, não nos colocamos numa posição em que possamos estar errados aos olhos dos outros.
Queremos sempre garantias.

Irão achar que enlouqueci, quando vos disser que, sermos e assumirmo-nos vulneráveis, na minha perspetiva,  é exatamente o oposto disto.

Segundo Brené Brown, uma investigadora norte-americana, que faz um trabalho interessantíssimo sobre a coragem, vulnerabilidade, e vergonha, que muito admiro, que tem um programa chamado “Daring way”, o qual já fiz terapeuticamente, e de quem já li todos os livros, a vulnerabilidade é o que nos torna mais felizes, que faz a vida valer a pena, que nos conecta com o mundo e com aqueles que amamos, que nos faz ter uma sensação de pertença.

VULNERABILIDADE É SINÓNIMO DE CORAGEM.
VULNERABILIDADE é ter coragem para sermos autênticos, imperfeitos, é abrir espaço para falharmos.
VULNERABILIDADE é ter coragem para dar um passo em frente sem garantias do que sucede a seguir.
VULNERABILIDADE é não controlar o resultado e ainda assim expor-se e assumir-se.
A vulnerabilidade é abrir espaço para a empatia.

No seu estudo, Brené Brown, conclui que o grupo de pessoas que vivia a vida com mais alegria, amor e sensação de pertença eram aquelas que aceitavam a sua vulnerabilidade.

Minhas amigas, a vulnerabilidade não é uma escolha e vocês saberão disso.

Mas, podemos escolher ter coragem de a assumir e, assim, viver uma vida com mais significado, sem medo de aparecer e de sermos vistos.

Eu já experimentei. É difícil, mas acredita, é libertador!
Não tenhas medo de ousar! 

 O que te faz sentir vulnerável?

ESTÁ TUDO BEM…

@orlanda_sampaio

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